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A arte imita a vida: as novelas brasileiras retratam a vida real.

Por: Beatriz Ferreira e Isabela Oliveira


A relação do brasileiro com as telenovelas começou há 71 anos atrás, em 1952, quando a primeira novela foi transmitida na TV. De lá para cá muitas novelas fizeram história, por suas tramas envolventes e personagens históricos.

Além de enredos marcantes, as novelas brasileiras relatam histórias reais, fazendo o telespectador querer acompanhar cada capítulo.


As personagens se envolvem em diversas situações cotidianas e por diversas vezes enfrentam, também, questões jurídicas. Quem não se lembra de um casamento emblemático ou de um divórcio (complicado e às vezes cômico) em uma novela?


É o que acontece hoje na trama do horário nobre, a novela Travessia, da autora Glória Perez, a união estável conturbada dos personagens Ari e Chiara.


Chiara é de uma família muito rica, sendo a única herdeira do patrimônio de seu pai. Ari é um jovem arquiteto de classe baixa e muito ambicioso e viu em Chiara a oportunidade de enriquecer.


Chiara acaba se apaixonando por Ari e, logo, ele passa a morar na casa dela, junto com sua mãe e seu filho. Além disso, Ari ganha um emprego na construtora do pai de Chiara.


Desconfiado das intenções de Ari e visando proteger o patrimônio familiar, o pai de Chiara pede que o casal oficialize a relação assinando um contrato de união estável com o regime da separação total de bens.


Após o registro da união estável entre Ari e Chiara, o sonho da moça em viver uma grande história de amor vai por água abaixo: ela descobre que Ari havia vendido suas ações na empresa de seu pai, depois de tê-la feito assinar papéis em branco.


Assim como na novela essa situação pode acontecer na vida real. Por isso é importante fazer o registro da união estável e escolher corretamente o regime de bens para a proteção patrimonial.


Caso a união fosse registrada anteriormente à venda das ações de Chiara, Ari não teria direito a esse patrimônio, porque o regime escolhido foi o da separação total, no qual, regra geral, os bens adquiridos antes ou durante a união continuam sendo particulares, ou seja, não serão partilhados. Com isso, o objetivo do pai em proteger o patrimônio da filha teria sido alcançado.


Apesar de não ter conseguido proteger o patrimônio particular, o direito de herança de Chiara permanece intacto.


Se você vive em uma relação pública, duradoura e tem a intenção de constituir família, mesmo que não more junto com a pessoa ainda, e mesmo que não queira se casar, como Chiara, registre sua união estável e faça o planejamento patrimonial adequado. Não deixe a sua história de amor se tornar uma história de horror.


ATENÇÃO! Jamais assine quaisquer papéis em branco ou documentos que você não leu ou não conseguiu compreender o que está escrito!


 
 
 

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